"Lamento, mas não sou de despedidas, não gosto de dar um tchau ou um adeus assim, da boca pra fora, prefiro um até logo, esses outros me parecem muito definitivos, sem volta, daqueles que se dizem pra quem nunca mais quer ver, ou pra quem já foi e não volta mais; e eu gosto disso, dessa possibilidade da volta, dessa falta de despedidas, dessa sinceridade das palavras."
- Dom Casmurro.   (via rubensmiranda)

(Fonte: licantrupus, via rubensmiranda)

"E eu não sei pedir. Meu Deus, eu não sei pedir ajuda. Nunca gostei de depender dos outros. E tem mais: não consigo dizer eu-preciso-de-você-agora. Sei que é simples, mas não sai. Algo me trava, a voz não sai. Tenho um orgulho que não me deixa. Acho que tenho que ser a fortona do pedaço, que consigo me reconstruir, me levantar sem dar a mão para ninguém. Não gosto de admitir nem assumir fraquezas nem de demonstrar a minha própria fragilidade. As pessoas fazem SOS a todo instante. Choram, pedem, imploram, suplicam. Não consigo. Para mim isso é traição. Não consigo chegar para a outra pessoa e falar tô-acabada-tô-precisando-não-vou-conseguir-sozinha. Sinto um terror só de pensar."
- Clarissa Corrêa.  (via inverbos)

(Fonte: c-a-n-a-r-i-o, via inverbos)